quinta-feira, 30 de abril de 2015

Monsters of Rock - Andre milani


Monsters of Rock 26/4/15 Domingo - Por Andre Milani




Não estranhe a falta de um álbum no Som a Mesa esta semana meus amigos. O motivo é justo e comum a maioria dos colaboradores do blog. Estamos de Ressaca do tão aguardado Monsters of Rock 2015. Se a semana que antecedeu o evento serviu para nos aquecermos ouvindo os clássicos dos "monstros" que tocariam em São Paulo, esta é a semana na qual continuaremos ouvindo as músicas que foram tocadas tentando resgatar em nossas mentes algo dos momentos mágicos vividos no ultimo fim de semana.
Nas linhas que se seguem, assim como na discussão que se estenderá por toda a semana, debateremos as perfomances e acontecimentos do evento. Junte-se a nós e de sua opinião através dos comentários e da nossa página no Facebook.

Obs: Por motivos de gosto e bolso, estivemos presentes apenas no Domingo, então não espere uma análise do que envolveu o Sábado. Com certeza todos gostariamos de ter conferido Rival Sons e Ozzy Osbourne, mas já que o bolso não permitiu, optamos pelo cast de Domingo que nos agradava mais.

O evento

Brasileiro adora criticar. É verdade que não nos falta motivo nem razão para tal, mas é preciso elogiar também. A organização do Monsters está de parabéns. Ouvimos falar a respeito de problemas para entrar no Anhembi no sábado, com longas filas, além da sempre problemática ida ao banheiro. Porém, no Domingo não encontramos problemas para entrar e creio que o sistema de feito foi eficiente. De ruim apenas o portão estreito, mas visto que quando chegamos o fluxo não era tão grande, não encontramos problemas.
Ao entrar nos deparamos com uma estrutura que pelo menos para mim, é novidade. Food trucks, estandes promocionais (revista Guitar Player, filme Mad Max, dentre outros) e uma praça de alimentação. Um espaço amplo e bem organizado onde o público podia encontrar opções variadas de alimentação, diversão e compras. Ao meu ver o alto preço compensava pela oferta diferenciada (até paella tinha). O espaço também poderia servir de válvula de escape para aqueles cansados da pista em algum momento (esposas, namoradas e acompanhantes muitas vezes). E também haviam lojas diversas e várias barracas de merchandising oficial das bandas. A utilização de todo o espaço do sambodromo (normalmente apenas o estacionamento é usado para shows), possibilitou toda esta estrutura e ainda era possivel utilizar os banheiros desta área para evitar as longas filas e apertos dos banheiros ao lado da pista.  De ruim (e muito ruim mesmo) somente o preço das cervejas, refrigerantes e outros itens mais simples. Tudo bem cobrar 30 reais em um hamburguer ou lanche de salmão diferenciado, isto é aceitável. Mas R$ 9,00 uma lata de cerveja (por mais que seja Budweiser), e 12 um simples hot dog (simples mesmo) é de doer. Para alguns (como eu), restou as bolachas (e não biscoito) que vieram de casa.
Na pista os bares e lanchonetes localizados nas laterais e no meio, além de vário pequenos postos que vendiam bebidas (e claro os ambulantes), davam conta de matar a sede e fome do público com itens mais imples e os banheiros, como sempre não davam conta do recado com longas filas e sujeira em demasia. O lado bom, como mencionado, é que aqueles que se dispunham a andar um pouco mais conseguiam banheiros melhores ao fundo do sambodramo.
Agora destaque e saudações ao palco do Monsters of rock. Finalmente aprenderam a montar um palco decente para um evento amplo. Palco grande, alto (FINALMENTE) e com som, no geral muito bom. Mais pontos para organização. Três telões também faziam parte da estrutura, e embora pudessem ser maiores, eram eficientes. E não poderia deixar de mencionar a não existência da palhaçada da pista vip. HAILS MONSTERS OF ROCK FESTIVAL.

Sabado

Como já mencionado, não estivemos presentes no sábado. O que soubemos através de comentários foi que o Rival Sons fez um show competente, digno de sua carreira em ascensão. O Motorhead, infelizmente não conseguiu fazer seu show devido a problemas de saúde de Lemmy (espero que seja possivel ve-lo uma vez mais), e a banda foi substituida por uma jam improvisada entre membros do Sepultura e Motorhead. O Judas Priest foi o destaque da noite, inclusive alongando seu set list para cobrir o espaço que seria do Motorhead. E Ozzy como sempre fez um bom show. O sabado também ficou marcada por infelizes vaias no show da banda Black Veil Brides (que antecedeu o Motorhead), que chegou a abandonar o palco por um momento.

Domingo


Steel Panther

Não acompanhamos o primeiro show do dia, pois devido ao horario preferimos almoçar decentemente a um preço razoavel na rodoviária do Tietê. Ok... não foi tão decente assim, mas pelo menos foi arroz, feijão e carne pra sustentar o longo dia que teriamos de pé pela frente. Chegamos ao anhembi o Steel Panther tocava sua última música. A imprensão que eu tenho do Massacration americana é a que são uma banda divertida e competente dentro da sua proposta. O termo "porn metal" cai bem, haja visto que o momento mais falado do show foi o top less de uma "suposta" fã, combinando com as letras esdruxulas. Divertido pra quem gosta da farofa glam dos anos 80. Eu preferi um bife.

Nota: sem critério para avaliar

Malmsteen

Chegamos a tempo de nos munir de uma gelada para o show do sueco pop star, que começou com tudo ao som de Rising Force. Quem pode acompanhar o show comprovou a habilidade nas 6 cordas do guitarrista, tido como um dos mais importantes nomes do instrumento na história. O repertório teve suas músicas mais conhecida,s com Malmsteen fazendo o de praxe: sua mistura de rock com música clássica com fortissima influência de Ritchie Blackmore e velocidade alucinante. Uma pena o som estar tão ruim. O baixo em alguns momentos era inaudivel e a bateria parecia saida do pro tools (bem amador). No decorrer do show melhorou mas passou longe de ficar bom. A guitarra, é claro, estava bem alta. Pra quem gosta do estilo foi um bom show, pra quem não gosta valeu pela oportunidade de ver o talento do sueco, mas depois de uma meia hora começou a ficar entediante (meu caso).
Nota: 7

Unisonic

A surpresa do dia. Ninguem duvidava da capacidade da banda liderada por Michael Kiske e Kai Hansen e a qualidade dos dois discos da banda também já é um fato consumado. O que ninguém esperava é que a banda ganhasse a plateia tão cedo no seu show. Antes da terceira música Michael Kiske já tinha o público na mão. Pudera, o tempo simplesmente não passou para a eterna voz dos Keepers I e II. A perfomance vocal de Kiske é impressioanante e deixou a todos de boca aberta logo cedo. Se antes do show todos só esperavam algo da época do Helloween esta ansiedade até mesmo foi esquecida por algum tempo.
Com um repertório calcado principalmente no segundo e mais recente disco do Unisonic a banda desfilou um metal de alta qualidade agradando a todo o público. Mas não teve jeito, o anhembi veio abaixo na dobradinha March of Time e I Want Out do Keeper of The Seven Keys II dos tempos de Helloween. Incrivel como Kiske canta exatamente como está no álbum passado 26 anos (época em que ele ainda tinha cabelo comprido, como mencionou). Seu esforço foi notório quando depois de um agudo impressionante olhou para Kai e fez cara de "caramba, to morto", arrancando gargalhadas do público que percebeu.
Um grande show, bem acima pelo menos da minha expectativa. O Unisonic que para mim já era uma boa banda, ganhou um fã.

Nota: 9
Accept

Eu já vinha bradando aos ventos que o Accept roubaria a cena e faria o melhor show do festival. O que posso dizer é que no domingo, de fato, eles fizeram o melhor show do cast list. Sensacional.
Ao fim do Unisonic, depois de se espremer para conseguir chegar ao banheiro, tratamos de garantir nosso lugar proximo ao palco. Tinhamos que ver aquele show de perto. E não nos decepcionamos.
A banda abriu quebrando tudo ao som de Stampead do novo disco e dai pra frente fez um showzaço mesclando clássicos com músicas novas. Tivemos London Leather Boys, Princess of the Dawn, Fast as a Shark, Metal Heart, Balls to the Wall e também Teutonic Terror, Pandemic, Stalingrad, dentre outras. O que pode ser ntoado é que a banda conseguiu algo muito dificil nos dias de hoje. Ter músicas recentes no mesmo nível (ou melhores) do que os clássicos e ter aceitação destas músicas no show de forma tão grandiosa quanto os clássicos costumam ter (se alguem esteve presente entenderá o que quero dizer, especialmente em Teutonic Terror e Pandemic do disco Blood to the Nations).
O som estava ótima e os riffs e solos judiaram de muitos pescoços ao longo do show.

Nota: 10
Manowar

Um dos shows mais aguardados do dia, foi também o mais polemico.
A minha expectativa para o show do Manowar era alta e controversa. Ou seria um grande show, ou um fiasco nos moldes da última passagem pela banda em São Paulo. Tudo dependeria da disposição da banda em realmente tocar e não ficar com discursos e enrolações com fãs no palco. Joe De Maio e sua tropa de guerreiros do metal, cumpriram sua promessa e emplacaram um clássico atrás do outro levando seus fãs ao delirio e animando o público em geral. A primeira mancada veio com In The Dawn of Battle, musica que na minha opinião é sem sal e teve uma recepção bem fria. O Som estava absurdamente alto e como prometeram o chão tremeu. Posteriormente foi divulgado que o som na apresentação do Manowar chegou aos 105 decibéis, o equivalente a uma turbina de avião e mais do que é permitido em muitos países para apresentações ao vivo. Ruim? De forma alguma. Há muito tempo eu não saia de um show com os ouvidos zumbindo e desta vez o negócio foi sério. Diversão garantida com todos os orgãos internos vibrando a cada nota do baixo de Joe De Maio. A enrolação tipica da banda deu as caras, mas desta vez ela foi até que divertida e bem vinda (e felizmente não muito longa). Primeiramente uma homenagem aos "Fallen Brothers" que incluia nomes como Scott Columbus (ex-baterista do Manowar) e Ronnie James Dio, que foi ovacionado com o coro de "ole ole ole Dio Dioo" puxado orgulhosamente por este que vós fala e anteriormente por Rafael Valadares. Pouco depois veio o tradicional discurso de Joe De Maio, desta vez em português, o que agradou a todos. O músico agaradeceu fãs e produção e fez seu true metal show. Pisou na bola apenas quando, (já em Inglês), perguntou a platéia quem estava lá pelo Manowar. Muitas mãos se ergueram (a parcela que entendeu o que foi dito e aquelas que só entendeu "manowar"). Logo seguida repetindo "Quem está aqui APENAS pelo Manowar?". Bom eu tive de abaixar as mãos e muitos que entenderam fizeram o mesmo.
Como prometido pela banda, não faltaram clássicos: Sign of the Hammer, Manowar, Kings of Metal, For the black wind fire and steel, Heavy metal daze, Hail and kill, Warriosr of the World United, Power e Battle Hymns. Set list para agradar a muitos. Apenas me desagradou os arranjos para Warriors of the World United e Hail and Kill que ficaram um tanto quanto arrastadas e perderam muito de sua melodia e a microfonia exagerada que ocorreu durante Batlle Hymns, que arrancou risos do vocalista Eric Adams dizendo" bem é uma perfomace ao vivo não é mesmo". Ao final o baixo Joe De Maio arranca as cordas de seu baixo e entrega para garotas na pista, desperdiçando um tempo que pdoeria ser bem gasto com outra música.
O show agradou, Eric Adams arrebentou, mas ficou um gostinho de que poderia ser melhor. Talvez o Manowar já tenha se acomodado com o caminho mais fácil. Mas como dito, cumpriram sua promessa. O chão tremeu, os clássicos estiveram presentes e os fãs saíram satisfeitos.

Nota: 8,5
Judas Priest

Cometi um erro ao duvidar do Metal God Rob Halford. Sua voz continua brilhante e o Judas, junto ao Accept, fizeram os melhores shows do dia. Com um set list que dava bastante enfase ao material novo, mesclado aos clássicos de sempre, o Judas fez um ótimo show do inicio ao fim e agradou o público mesmo com as músicas de Redeemer of Souls. Dragonaut, Redeemer of Souls, Halls of Valhalla, March of the Damned representaram as músicas novas e agradaram, mas o público foi ao delirio com Turbo Lover, Eletric Eye, Breaking The Law, Living after Midnight, Victim of Changes e Painkiller.
Um show tão bom quanto o que tive a oportunidade de conferir em 2011, com a unica diferença da quantidade de músicas (devido ao tempo restrito em um festival) e a maquiagem mais forte de Rob Halford.

Nota: 9,5
Kiss


Com o atraso de 40 minutos para o inicio da apresentação, apenas duas coisas passavam pela minha cabeça: a dor no meu joelho direito e a preocupação em conseguir um taxi para casa (domingo, de madrugada, longe, cansado... e muito mais gente do que taxi). Já tinha em mente que se quisesse garantir uma volta para casa tranquila eu teria de deixar o anhembi antes do fim do show e infelizmente foi isso que aconteceu.
Mas houve tempo para conferir Detroit Rock City, Creatures of the Night, Psycho Circus, I love it Loud, War Machine e Do you Love me. O que posso dizer é que a voz (??) de Paul Stanley está ainda mais desgastada do que em 2012 (quando também os vi ao vivo).  Paul parecia ter dificuldades até mesmo para falar com o público e foi um tanto quanto deprimente perceber isso. Os outros músicos o ajudavam cantando partes que normalmente são do Starchild e assim seguia o espátaculo. Alias, de espetáculo o Kiss entende e muito. Embora a voz fraca de Paul prejudique, isso não afeta o show como seria de se esperar, afinal, está tudo lá: Gene cuspindo fogo e vomitando sangue, voos sobre a platéia, efeitos pirotecnicos de encher os olhos, e os clássicos eternos que 90% do público cantam juntos. Pela metade que vi, um bom show sem dúvidas.

Nota: Pelo que pude conferir... 8

Nos restou sair correndo do local a procura de um taxi e quando conseguimos (muitos dos presentes faziam o mesmo que nós), tivemos a infelicidade de pagar uma nota, como ja era esperado. Um grande domingo que seria bom demais poder repetir logo.  

Monsters of Rock - Por Rafael Valadares

Festival Monstersof Rock – 26/04/2015 – Segundo dia.

Sábado. 15:20 pego o meu voo rumo a Campinas, para fazer baldeação para a capital. A logística já estava pronta, e de lá, encontro com o meu amigo André Milani. A nossa intenção, infelizmente por questões financeiras – BEM PUXADAS POR SINAL, era conferir de perto as atrações de domingo, em detrimento do Rival Sons (Que ainda espero assistir e postar a minha opinião sobre o seu show) e o Motorhead, que logo saberíamos não realizou o seu show, em relação a saúde, já debilitada de Lemmy Kimilster. Tomamos uma rodada de chopp na companhia de outro grande amigo, Raphael Iadoccico, só que nem me preocupei em saber o nome do local e o nome da cerveja alemã (que custou R$25,00 e era bem gostosa por sinal – 500ml). Realizamos um podcast, envolvendo desde futebol (Reunião de três são paulinos cornetando a equipe e esperando um Tetra da libertadores) e boa música é claro.
Domingo, depois do porre, começa. E lá, estou no metrô da estação Faria Lima, para iniciar a looooooooooooooooooooooooooooooooonga ida ao Anhembi junto com o André. Raphael, foi o desfalque. Lamento informa-lo caro amigo, tu perdeu um FESTIVAL DO CARALHO!
A nossa chegada ao Anhembi, foi em torno das 14:20. Não tínhamos intenção alguma de assistir o Steel Panther. Mas na nossa chegada, eles ainda estavam finalizando sua apresentação. A nossa primeira impressão do festival foi de sua estrutura e organização. Extremamente elogiável. Desde a rapidez na entrada – mesmo com três bloqueios de revista, conferência e entrega de ingressos e de pulseirinhas para beber cerveja, SIM, tinha que ter a tal pulseirinha, mesmo se fosse bicho veio e barbudo!! A estrutura de restaurantes, merchandising, e até tatoos foi algo realmente, ao meu ver, perfeita!! Quem dera se todo o festival tivesse esse aporte. Mas também pelo preço cobrado, era o mínimo né?? Só faltava então conferir as atrações.
Começamos então com o guitarrista Sueco mais Americanizado e pop da história da música. Yngwie Malmsteen, veio a palco com aquela papagaiada toda. Jogando guitarra para cima, passando na bunda, entre outras coisas, mas algo incomodou, pelo menos a mim. Só eu e o André percebemos que o som do show dele estava MUUUUUUUUUITO RUIM? Só ouviamos a guitarra. Baixo, teclado, e bateria, eram em alguns momentos apenas ruídos. Mas mesmo assim, fora essa falha técnica da produção um show sem graça. Ao meu ver. Agradeci por ter terminado rápido.
O intervalo serviu para comprarmos as primeiras doses de cerveja. Que seriam poucas. Uma lata de Budweiser, R$9,00. É, tive que acompanhar um festival munido de poucos mls de cerveja em meu fígado.
Veio o show do UNISONIC. Caraca meu!!!! Michael Kiske, que mais lembrava o Rick do Trato Feito do HistoryChannel, veio com sua banda, acompanhado de Kai Hansen (outro exHelloween) e o guitarrista do Edguy Tobias Exel. Confesso que o meu erro, foi não ter acompanhado de perto o UNISONIC com seus dois primeiros álbuns. Porém, a minha certeza absoluta durante ao show, foi falar: PUTA QUE PARIU!!! QUE SHOW!!! Michael Kiske na segunda música, já tinha o público totalmente em suas mãos. Faixas comoExcepetional, Your time has come, Star Ride, For the Kingdom, e os petardos da época do Helloween  March of Time e I Want Out, foram ESPETACULARES!!! Ótimo show, ótima banda!!!
Intervalo. Momento único para… IR AO BANHEIRO do Anhembi. Batalha típica de guerreiros de Valhalla. Realmente, algo difícil de contar!!! Mas, era necessário, já que logo viria, para mim, a apresentação da banda que eu espero desde criancinha, quando eu já tinha meus 10 anos de catarro descendo pelo nariz. ACCEPT!!! Mesmo sem Udo Dirkschneider (vocal), sendo substituído pelo Mark Tornillo (que lembra mais um motorista de van – Próximo do visual do Bon Scott..rs ), foi uma longa e esperançosa espera para uma, no mínimo, boa apresentação. Mas o que meus olhos viram, foi um dos shows mais perfeitos que eu vi em toda a minha vida. POSSO APOSENTAR!!! Estou satisfeito em ver os alemães me fazendo feliz ( a primeira foi o 7x1...história que nem precisa contar né...rs ). O Accept abriu logo com Stamped, do BlindRage!! PETARDO, acompanhado de Stalingrad. Duas músicas dos dois álbuns recentes lançados com o novo vocalista – QUE ESTÁ SENDO MUITO BEM VISTO PELA CRITICA E PELOS SEUS FANS! Wolf Hoffman, hoje careca, na guitarra solo, e Peter Baltes, no baixo, os únicos remanescentes da primeira formação, mostram que mesmo veteranos mantem o mesmo vigor. Além de Mark nos vocais, devo falar muito bem dos dois novos integrantes da banda. Uwe Lulis na guitarra rithim e na bateria Dave Grow...rs..kkkkkk...Raaaaaaa..pegadinha do malandro...mas era Christopher Willians – IDÊNTICO ao Dave. Voltamos a apresentação. Logo na terceira faixa, veio London Leatherboys!!! A intro do baixo de Baltes, remetia a época do clássico anos 80!! E se iniciava a coreografia mais clássica do Accept, entre Baltes e Hoffman! Refrão em uníssino!! Naquele momento, eu já estava até com vontade de, terminada a apresentação deles, ir embora. Já estava com sorriso de um lado ao outro. E claro. Mais que rouco!! Vieram os clássicos Restless Wild, Princess of Dawn, Metal Heart, Balls to the Walls, além das recentes Final Journey e Teutonic Terror. Show lindo!! MARAVILHOSO!! PERFEITO.
Veio mais um intervalo. Logo, percebo queo som que já era bem alto, (mas extremamente confortável para um headbanger), receberia mais umas caixas de Marshal. Imaginei, que era mais alguma cena do teatro chamado Manowar. Joey demaio, baixista da banda, antes em uma entrevista, disse que “só quem vai a um show do Manowar, conhece o inferno”. Realmente, veio o inferno em meus ouvidos. EXTREMAMENTE ALTO, estávamos perto do palco, iniciaram sua apresentação com, MANOWAR!!TODOS com mãos cruzadas, imitando O MARTELO!!Realmente, tenho que admitir. Foi uma apresentação digna de aplausos, com direito a discurso de Joey, em português!!! Rs. Mesmo não sendo aquele fãaaaaaaaaan, foi uma ótima apresentação. Com hits como Kill with power, Warrrios of World United e Battle Hymns, o show contou com uma apresentação em uma homenagem emocionante de alguns músicos que faleceram, como Scott Collumbus, baterista do próprio Manowar, e Ronnie James Dio. Confesso que eles ganharam o eu respeito quando surgiu essa homenagem, e ainda puxei um coro de OlêOlêOlêOlê DIO DIOOOOOOOOOOO...FUI EU HEIN!!! MAAAAAAAAAAASSS...No fim, o Manowar começou a perder crédito. Em uma de suas peripécias, Mr. deMaio, aproveita para destruir seu baixo, e entregar para mulheres na plateia. Por mim, podia até entregar para o seu cachorro...sem problema. Mas fazer isso, com um SOM ALTO como estava, veio não uma melodia de seu baixo, mas um barulho, um ruído totalmente desnecessário para uma apresentação que foi muito elogiada.
Intervalo. Ufa...deu pra sair da muvuca, e me aliviar um pouco mais atrás da plateia. Pernas, joelho, pés...tudo pedindo arrego. Mas faltavam ainda duas apresentações. Uma aguardada também a um bom tempo. E outra, nem aí...Claro que não falo do Kiss. Falo do Judas Priest!! Ansioso em ver pela primeira vez, o METAL GOD e sua trupe!
E logo eles entram no palco. E lembrando que eles já tinham se apresentado no sábado, e estendido o seu set, por causa da ausência do Motorhead. Apresentando o seu novo disco, Redeeme rof Souls (muito bom por sinal!), acompanhados, claro, de clássicos, como Victim of changes (ESPETACULAR!!), Hell Bent for Leather, Breaking in the Law, Living after midnigth e o Hino Painkiller. Sim, eu já estava satisfeito!!! MUITO SATISFEITO!!!
Intervalo. E já eram quase 22:30. Pelo horário, já deveria subir o Kiss. Bem, deveria. Eu e o André, mais preocupados com os taxis, decidimos esperar um pouco. E veio um atraso de 40 min, para surgir a banda com toda a sua pirotecnia e papagaiada, com Detroit Rock City. Claro, o público foi ao delírio, era a banda mais esperada ali, por cerca de 80% do público. Mas, não vejo taaaaaaaaaaaanta graça. Show bom, tenho que confessar. Das 5 músicas que eles tocaram, deu pra perceber , que realmente, de Show, e espetáculo os caras manjam bem. Maaaaaaaaaaaaaaaaas, decidi ir embora para o aeroporto de Guarulhos, mais preocupado com o meu voo de volta para Vitória as 06:20 DA MANHÃ!

Finalizando, festival perfeito!!!Cast de qualidade, veteranos do metal, e da papagaiada (KISS)! Claro que a gente, como fã do gênero, sempre pensa em trocar uma banda por outra que não foi chamada, mas fica uma sugestão para os produtores. Façam um festival só de banda alemã!!! Imagina Running Wild, Grave Digger, Helloween, Accept, Unisonic e Kreator em um dia só!!! Mas isso é apenas uma sugestão…rs..quem sabe um dos produtores não esteja lendo esse post e seja fã do SOM A MESA!!!
Que venha mais e mais!!! Perfeito domingo de HEAVY METAL!!!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Desolation Angels (1986)

Por Ivison Poleto (mais conhecido como, Jesus)

LP, 1986 - Thameside Records





Re-Issue LP in 1987 by Rock Brigade Records
1. Spirit of the Deep
08:02
2. Evil Possessor
03:29
3. Valhalla
06:35
4. Unsung Hero
04:34
5. Death Machine
05:40
6. Wild Gypsy Woman
05:11
7. Dance of the Demons
06:15
8. Angry Rain
06:05
Total playing time
45:5

















Propus-me como primeira contribuição escrever sobre uma banda desconhecida, ou quase, as famosas bandas “cult”, aquelas que os poucos que conhecem as acham maravilhosas e, geralmente atribuem a falta de sucesso à má sorte, ao pouco conhecimento do público sobre a proposta da banda, às forças ocultas da qual o Jânio Quadros se referia e dezenas de outras explicações. Muitos se referem as elas como “injustiçadas”. Alguns realmente são, outras são na verdade muito ruins mesmo e o fracasso se autoexplica!

Eu havia combinado de escrever sobre o Cirith Ungol, uma banda realmente injustiçada, mas preferi escolher uma banda ainda mais obscura e desconhecida: O Desolation Angels!

Para quem curte metal há mais tempo, o nome deve fazer soar aquele sininho de “Acho que já ouvi!”, “Hum, conheço de algum lugar!”, “Vou olhar nas minhas revistas velhas!”. Na realidade a banda é uma ilustre desconhecida. O ilustre desconhecida aqui fica para as bandas que “quase” chegaram no “quase”... Explico. Há bandas que quase chegaram ao topo, que poderiam ter chegado lá. São bandas que conseguiram lançar um bom número de álbuns, fizeram muitos shows, foram até capas de revista e assuntos de várias reportagens, deixaram um legado e muitos fãs, mas que no final das contas não conseguiram chegar ao estrelato. É o caso do meu amado Saxon, do Lizzy Borden, do Anvil e outras. Estas são as que chegaram no “quase”. Existem também as que quase chegaram no “quase”! É o caso do Desolation Angels. São bandas que conseguiram gravar mais de um álbum, que tiveram alguma repercussão, shows e fãs fiéis, mas que  não chegaram nem próximo do reconhecimento comercial. Muitas vezes a razão disso é o tempo diminuto que elas sobreviveram. Muitas trocas de integrantes, brigas e conflitos e outras coisas. A lista destas bandas é enorme Tokyo Blade, Tank, Cirith Ungol, LeatherWolf e outras.

Atualmente as ferramentas digitais como o Youtube ajudam bastante a descobrir se as bandas sobreviveram ao crivo do tempo. Se você digita o nome da banda e alguns vídeos pipocam na tela, isso é sinal de a banda de alguma maneira sobreviveu. O Desolation passa por este crivo. Feito isso deve-se ver se há comentários nos vídeos postados e a quantidade deles. Nenhum ou poucos comentários significam que a banda era quase que completamente desconhecida. É o caso deles.

Mas vamos ao primeiro da banda que como regra se chama Desolation Angels que foi lançado por aqui em vinil pela Rock Brigade Records em 1987 e eu tenho! Bom, a capa já indica bastante do que será o álbum. Crua, chega até a ser mal desenhada com uma caveira da morte desproporcional em cima de um cavalo sobrevoando um cemitério. Tosca, como se fala hoje, mas bem típica das bandas da época. A contracapa é interessante. Mostra os músicos vestidos com hábitos de monge e os túmulos com os nomes deles, porém na mesma qualidade da capa! É interessante que não há os créditos para o baterista e quem ver os vídeos feitos na época verá que a banda esconde o baterista. Na revista foi feito o comentário de que seria uma bateria eletrônica, mas não pode ser verdade, pois muitas dos andamentos, timbres e levadas não poderiam ser feitos pelas baterias eletrônicas da época que tinham som chocho e artificial. Uma outra versão que ouvi, e mais real, é que ocorreram problemas com o baterista e a banda remanescente resolveu tirar os créditos do rapaz. Uma pena, pois é quem toca melhor!

Bom, e as músicas que é o que interessa!

Antes de responder vou adiantar que eu gosto deste álbum! Ele me atrai. Comprei-o logo depois do lançamento depois de ter lido uma resenha na falecida revista Metal que falava bem do disco. Devo dizer que não me decepcionei. Porém, mesmo na época algumas coisas já chamavam a atenção: a qualidade da gravação não era lá essas coisas ainda mais levando em conta que é uma banda inglesa onde mesmo os piores estúdios possuem equipamentos com boa qualidade e os músicos têm acesso a bons instrumentos, o contrário do que ocorria aqui na mesma época, quando nem estúdios eram bem equipados nem os instrumentos disponíveis eram bons, e somente quem tinha muita grana, ou muita influência tinha acesso; os músicos não eram lá essas coisas, eram corretos, sim; não perdiam o tempo, não eram desafinados, porém, faltava algo; as composições, porém são boas! As músicas mesmo com as limitações dos músicos, principalmente dos guitarristas, eram bem compostas! Tinham ideias interessantes, andamentos variados e o vocalista até era razoável. Mas na hora dos solos a coisa pegava! Eram decepcionantes! Faltava qualidade! Coisa que foi razoavelmente resolvida no segundo álbum. Para os aficionados em filmes seria um bom filme ruim, se é vocês me entendem.

Sinceramente eu gosto de todas as músicas e é difícil destacar apenas uma. É um álbum para quem gosta realmente de Metal, principalmente da NWOBHM, movimento a qual a banda pertence.

Segundo a Encyclopaedia Metallum, a banda ainda está em atividade com uma longa pausa de 1991 a 2008. Uma trajetória também comum às bandas da época que comeram grama nos anos noventa, muitas acabaram e voltaram em 2014 quando poucas receberam o reconhecido valor, entretanto não foi com certeza o caso do Desolation. Eles chegaram até a se mudar da Inglaterra para Los Angeles em 1987-1988, porém voltaram à terra da Rainha no começo dos anos 90, com certeza pela falta de sucesso, para finalmente terminar em 1994. 

Na Home Page oficial da banda http://www.desolationangels.co.uk/pages/nav_page.html o tom é bastante melancólico. Idas e vindas, fracassos, tentativas entusiasmadas e mais fracassos. Comovente, principalmente para alguém como eu que teve banda e sabe como é difícil se firmar em um cenário musical hostil à sua arte. Endosso Keith Sharp quando escreveu na história da banda: “Despite all these twists and knock-backs, these years remain the best of my life. There is no better buzz than the sound of a crowd singing along to a song you have written.” É bem por aí. Quem teve banda sabe do que estamos falando.


 Enfim, é um álbum que apesar das falhas agrada, porém é para iniciados!

Nota: 3 Coca Colas *

* que valem como cerveja

Nota: Ok... eu não sei vocês, mas eu tentei e não consegui encontrar o álbum em nenhum outro formato disponivel a não ser o youtube. Então como você tem o direito de saber do que essa resenha se trata, segue um presentinho.

Desolation Angels (1986) - Full Album


sexta-feira, 17 de abril de 2015

Nota de pesar - Percy Weiss

Nota de pesar


Por Ivison Poleto





Infelizmente para o rock/metal brasileiro faleceu nesta terça-feira, dia 14/04, Percy Weiss ex-vocalista das bandas Made In Brazil, Harppia e Patrulha do espaço. Uma grande perda para os amantes da boa música e dos grandes cantores.

Dono de uma voz afinadíssima, que eu tive o prazer de ver em 1987 em um show do Harppia nas apresentações do álbum “7”, Percy foi um daqueles vocalistas donos de uma voz inesquecível. Naquele show presenciei um fato pitoresco: desde o início do show, um brutamontes provocava o vocalista com xingamentos e outras palavras não muito desabonadoras. E o cantor continuava cantando sem perder uma nota e sem desafinar. Já às tantas e cansado de ofender sem resultados, o brutamontes chamou o cantor para briga. E eu só observando. Percy não se fez de rogado, com as mãos gesticulou aqueles vamos lá e para a tristeza do brutamontes mostrou dois seguranças ainda maiores fazendo-o entender que não iria sozinho. Ele praguejou, chamou o cantor de covarde, mas desistiu, deixou-o terminar o show em paz. Showzaço a bem dizer!

Como muitos músicos brasileiros, não só do rock/metal, teve outras atividades profissionais. Era figura conhecida da Rua Teodoro Sampaio onde trabalhou em lojas de discos e de instrumentos musicais. Eu mesmo fui atendido por ele em uma loja de instrumentos. Saí eu e meu amigo: “Cara! Era o Percy Weiss!”. Atualmente era representante comercial na importação e exportação de instrumentos musicais e morava com a mulher na cidade de Campinas. O acidente que o fatalizou aconteceu na Rodovia dos Bandeirantes no sentido interior próximo a Jundiaí.

Tinha 60 anos e deixa uma grande bagagem musical, tendo sido protagonista de bandas marcantes do cenário nacional. Pioneiro juntamente com o Made In Brazil, participou do auge da banda nos anos 70. Gravou o primeiro disco do Patrulha do Espaço banda do ex-mutante Arnaldo Antunes já com uma pegada mais pesada. Mas, na minha opinião, sua voz brilhou mesmo com o Harppia no álbum “Sete” num grande casamento entre sua voz afinada e forte com o poder do som da banda, umas das pioneiras do metal nacional e autora do clássico “Salém”, que com ele ficou sem palavras.

Para meu espanto seu passamento foi assinalado por diversos canais da mídia na internet já que a fase para a música brasileira não é nada boa. Portais como Terra, Globo.com (?!?) (Fiquei espantado agora. Será que sabiam realmente quem era?), UOL, Correio Popular de Campinas além, é claro, da imprensa especializada.
Tivesse nascido em outro país, seu estaria entre os grandes da música. Sem sombra de dúvidas estaria no panteão dos deuses do rock/metal!

Só nos resta agora lamentar a perda e pedir a proteção dos deuses do metal a mais este herói tombado na batalha da vida!

Um abraço.








Discografia



· Jack, o estripador - Made in Brazil (1976)



· Patrulha do Espaço - Patrulha do Espaço (1980)



· Quarto Crescente - Quarto Crescente (1980)



· Made Pirata ao vivo I e II - Made in Brazil (1986)



· Sete- Harppia (1987)



· Primus Interpares- Patrulha do Espaço (1992)



Harppia - Balada (Álbum "Sete" 1987)






segunda-feira, 13 de abril de 2015

Ritchie Blackmore's Rainbow (1975)

Por: Rafael Valadares Pinheiro

Arte que condiz com a temática fantástica adotada pela banda

TrackList

Side A
01. Man On The Silver Mountain
02. Self Portrait
03. Black Sheep Of The Family (Quatermass Cover)
04. Catch The Rainbow

Side B
05. Snake Charmer
06. The Temple of The King
07. If You Don't Like Rock n Roll
08. Sixteenth Century Greensleeves
09. Still I'm Sad (The Yardbirds Cover)

Membros

Ronnie James Dio - Vocais
Ritchie Blackmore - Guitarra
Micky Lee Soule - paino, melotron, orgão
Craig Gruber - Baixo
Gary Driscoll - Bateria

Shoshana - backing vocals
Martin Birch - Produtor

Gravado no Musicland Studios, Munique, Alemanha de 20 de Fevereiro a 14 de Março de 1975


O que esperar de um projeto, que logo , se tornaria uma grande banda, idealizada por um dos mais virtuosos, talentosos e egocêntricos guitarristas da história do Rock n Roll?? Imaginem, a primeira vista, um projeto, que o nome do álbum, já refletisse toda a sua soberba??? Apresento-lhes o magnífico cala a boca, desse chato incompreensível, chamado RicthieBlackmore, com o início do seu projeto, que logo se tornaria uma grande banda, o RAINBOW!
Inglaterra, 1975.Ricthie estava chateado. No DeepPurple, já estava em sua terceira formação, e vinha com dois álbuns espetaculares pós Gillan – O Burn e Stormbringer. Mas, o seu ego, e clara briga de interesses entre demais membros, o cansaram, e logo, ele saiu do Purple, querendo fazer algo DELE, SÓ DELE!!! Porém, para isso, ele precisava de uma banda, já que apenas como guitarrista, ele não ia muito adiante. Antes dele cair fora do DeepPurple, ele via com bons olhos uma banda, com um nanico com uma voz extrema inversamente proporcional ao seu tamanho, que abria os últimos shows do DeepPurple. Essa banda se chamava ELF. Esse nanico, nada mais, nada menos, se chamava Ronnie James Dio(RIP). O que Blackmore fez??? Chamou todo o ELF, com clara exceção do guitarrista, e assim formou inicialmente RICTHIE BLACKMORE’S RAINBOW. O primórdio dessa banda clássica! Além de Ricthienas guitarra e Ronnie James Dio nos vocais, a banda ainda consistia de Mickey Lee Soule (Teclados), Craig Gruber (Baixo) e Gary Driscoll (Bateria). Ainda não foi a TAL FORMAÇÃO CLÁSSICA, mas grandes músicos acompanharam Blackmore e Dio na melhor fase do Rainbow, como Jimmy Bain (baixo), Tony Carey (Teclado) e o espetacular CozyPowel (Bateria RIP).
Mas estamos aqui para comentar esse álbum, o RICHTIE BLACKMORE’S RAINBOW.
E vamos para isso!!!
O álbum já começa com um dos maiores hinos do heavy metal!!! Quem gosta de metal, quem gosta de rock n roll de verdade, sabe o que THE MAN ON THE SILVER MOUNTAIN representa aos nossos ouvidos!!! De tantas as versões feitas, de estúdio como a do álbum e inúmeras ao vivo, tanto pelo Rainbow (OnStage e Live inMunich) e da carreira solo de Dio, são espetaculares!! Para começar um grande projeto, uma boa estrada estava sendo trilhada com essa música. Vale a pena colocar no som do seu carro para uma viagem na estrada!!
A segunda faixa é SELF PORTRAIT.  O início dela foi feita justamente para o ouvinte continuar no ritmo do álbum. Uma singela entrada da bateria de Driscoll, e o acompanhamento exemplar do baixo e da guitarra. Quando Ronnie entra na música, já é domínio absoluto. Muita cadência. Muita qualidade do quinteto. Para quem está iniciando a ouvir esse álbum, sabe queos ouvidos estão apenas no aquecimento, na vontade de querer mais!! A terceira faixa é BLACK SHEEP OF THE FAMILY (Seria uma auto culpa de Ricthie em relação ao DeepPurple? Rs). Outra que começa em um ritmo cadenciado, e bem levado do rock n roll. Nada agressivo aos ouvidos, pelo contrário, som muito gostoso, muito cadenciado, muito instigante!! Nesse momento, para quem conhece o ELF (Que pode ser o meu próximo post por sinal, rs), se colocasse um piano, ficaria a cara dele!! E um adendo: É cover da Quatermass!
A atenção se volta totalmente a partir dessa música. Para mim, ao lado de STARGAZER (do álbum Rising) e de GATES OF BABYLON (do Long Live Rock n Roll), CACTH THE RAINBOW, É O CLÁSSICO!! A sua levada melódica (cadenciada, como todo o álbum), bem trabalhada e na voz suave e primorosa do nanico, é algo marcante, não só do álbum em si, mas sim de toda a história da música. Até um pagodeiro acéfalo, curtiria ouvi-la. E não é exagero algum. A melodia se encaixa totalmente no conteúdo de sua canção. Recomendo, e muito sua versão ao vivo do álbum OnStage. É emocionante. É marcante!!SNAKE CHARMER, é outra boa faixa! Blackmore capricha na introdução. Típica música de viagem em carro conversível pela ROUTE 66!! Se não tem um conversível, e está longe da ROUTE 66, faça como eu. CANTE EM ALTO E BOM TOM DENTRO DO BOX DO BANHEIRO!! ESSA VALE A PENA!!! A sexta faixa é outro clássico , que até na voz do quarto vocalista que passou pelo Rainbow, o Doug White, (bom por sinal), ela ficou muito legal. Outra baladinha, mas com enredo, e cadência. Vale mencionar que THE TEMPLE OF THE KING, leva até uma guitarra meio chorosa no seu solo. Mas é perfeito!! Aí eu te pergunto IF YOU DONT’L LIKE ROCK N ROLL???Dane-se!!! Rs A músicadiztudo!!WELLITS TOO LATE NOW!!(BEM, É MUITO TARDE AGORA!!)Você já quase no fim do álbum e com certeza, já contagiado principalmente por essa faixa, bem ao estilo Rockabilly! E do gênero Rock, os caras tinham cacife muito grande para isso!!

Chegamos a SIXTEENTH CENTURY GREENSLEEVES. O que você pensaria de uma música, que a tradução dela é “AS MANGAS VERDES DO SÉCULO DEZESSEIS”??? Não pense, e não olhe pelo “rótulo”. OUÇA E PIRE COM MAIS UM CLÁSSICO!!! Recomendo também a sua versão ao vivo!! FIRE MUST BEGIN...! E por fim, temos a não menos importante STILL I’M SAD. Essa faixa é cover do Yardbirds. Mas o que mais chama atenção, é que para quem gosta de DeepPurple, obviamente, lembraria de YOU FOOL NO ONE do álbum BURN. Na versão de RICTHIE BLACKMORE’S RAINBOW, ela é apenas instrumental, mas nos álbuns ao vivo ON STAGE e LIVE IN MUNICH ela tem letra, e muito boa sinal. É para fechar o álbum com chave de ouro, mesmo sendo instrumental.
Para um álbum que seria apenas um “projeto” de um guitarrista chato, egocêntrico, virtuoso e cheio de “guerigueri”, se tornou o marco, de uma grande banda. O Rainbow, pelo menos em minha opinião, funcionou muito bem com a permanência de Ronnie James Dio a frente dos vocais. Ronnie, era além de um espetacular vocalista, um músico extremamente competente (No ELF ele além de cantar, era o baixista da banda). A opção de Blackmore em convidálo para os vocais, logo surgiria um grande problema mais a frente. Ronnie tinha em seu poder, além de músico, ele dominava as composições. 90% das letras, da fase áurea do Rainbow (RicthieBlackmore’sRainbow, Rising, e Long Live Rock n Roll), eram de sua completa autoria. Quando não era, tinha a participação de Blackmore – sendo que este, tinha a participação quase completa no DeepPurple. E logo, a briga de egos, iria se inflar, e novamente, Blackmore, iria querer algo “apenas seu”.
Mas isso, é para um próximo capítulo, um próximo post, regada, com uma ótima cerveja mais que gelada para completar!
Espero ter agradado. Para quem não gostou, eu apenas peço desculpas, e inflamo, um LONG LIVE ROCK N ROLL!!! OU...IF YOU DONT LIKE ROCK N ROLL?? Drink andenjoy a beer!!

THANKS!


Nota: 4 cervejas



Opinião – Andre Milani
O debut do Rainbow era o numero dois (o numero um, logo descartei por ser óbvio demais) na minha lista de possíveis resenhas para o Som a Mesa. Mas desconfiava que o capixaba véio iria escolher algo com o baixinho no microfone e este era um forte candidato. De fato, como ele, penso que Ronnie James Dio deveria estar no Som a Mesa desde seu inicio e assim está sendo.
Penso que foi no Rainbow que Dio viveu seus melhores momentos como músico e vocalista. Claro que isto é minha opinião pessoal, mas nem mesmo nos dias de Sabbath Ronnie James Dio foi tão brilhante. Blackmore é um dos meus dois guitarristas favoritos e Dio é um dos meus dois vocalistas favoritos. Uma junção dos dois já explicaria minha preferência pelo Rainbow, mas não é somente por isso. No Rainbow é onde Ronnie mais utilizou sua forma de cantar convencional, usando todo sua extensão vocal, poder de interpretação e tessitura natural. Por mais que o Drive seja sua marca registrada, e que o execute com perfeição única... e que eu goste muito de quando o utiliza... Dio soa melhor ainda quando não utiliza esta técnica. A carga emocional que Dio imprime nas músicas desta época é de cair o queixo. Blackmore não poderia ter conseguido uma parceria melhor. Se quer entender o que estou dizendo ouça Self Portrait, Catch The Rainbow e Sixteenth Century Greensleeves do dito debut, ou mesmo (e principalmente) Stargazer do disco seguinte “Rising”.
Mas alguns parágrafos já se passaram, então vamos falar do Ritchie Blackmore`s Rainbow. Você percebe que um álbum é realmente bom quando, depois de ouvi-lo algumas vezes... e repetir suas 3 ou 4 musicas favoritas várias vezes... começa a ouvir as músicas restantes do álbum e percebe que estas são tão boas como as “preferidas”de outrora. Isso aconteceu comigo neste disco. De inicio, Man On The Silver Mountain, Catch the Rainbow e Sixteenth Century Greensleeves saltam aos ouvidos. Com o tempo se percebe que todas outras músicas estão no mesmo nivel (senão acima) das primeiras. Gosto especialmente de Self Portrait, pela forma como a voz de Dio soa natural e calorosa sobre os riffs contagiantes de Blackmore. If You Don`t Like Rock n Roll é um rockabilly que poderia ter saído de um álbum do ELF ou mesmo do “Dio and the Dominos” (projeto anterior de Ronnie), não fosse pela presença considerável da guitarra de Blackmore. Snake Charmer chama atenção pelo seu vigor, isso sem falar na versão para Black Sheep Of The Family que em minha opinião supera em muito a original. Temple of The Kings dispensa comentários... bela música. Até mesmo a instrumental Still I`m Sad é um deleite para os ouvidos graças aos seus solos de guitarra.
O disco definitivamente não tem uma faixa mais ou menos. São todas ótimas. Se há algo que poderia soar melhor? Bem, a cozinha de Rising soa muito melhor. Se tivéssemos Cozy Powell e Jimmy Bain aqui, o resultado final poderia ser ainda mais grandioso.
Há de se destacar também a presença do lendário Martin Birch na produção. O cara produziu os maiores clássicos do Deep Purple, Rainbow e ainda faria história nos anos 80 com o Iron Maiden.

Nota: 5 cervejas


Músicas favoritas: Self Portrait, Sixteenth Century Greensleeves e Man On The Silver Mountain (só pra não cair no cliche e não dizer “todas”)

Curiosidades


A temática fantástica adotada por Blackmore e Dio nas composições deste álbum viriam a se tornar uma constante dentro do estilo hard e principalmente Heavy Metal. Tal temática foi marca registrada da carreira de Dio , sendo abraçada na grande maioria dos discos do vocalista. 

A arte da capa, feita pelo artista americano David Willardson, retrata bem este conceito. Willardson é especialmente conhecido por seu trabalho com a Disney, dando um novo Look a vários posters de personagens do estúdio. 











Foi neste álbum que Ronnie passou a assinar seu nome como Ronnie James Dio a pedido de Blackmore. O guitarrista achava que Ronnie Dio não soava legal e perguntou por que o vocalista não adotava também o “James” de seu segundo nome. A sugestão foi aceita e não mudou mais.

A música "Black Sheep of The Family" é um cover da banda Quatermass que a gravou originalmente em 1970. Blackmore já havia trabalhado em uma versão desta música para lançar com o Deep Purple, mas a idéia acabou não se concretizando e saiu apenas no debut do Rainbow.
Quatermass - Black Sheep of The Family


Embora o Rainbow desde o começo tenha sido um projeto solo de Ritchie Blackmore, a adoção do nome "Ritchie Blackmore's Rainbow" para o debut aconteceu por motivos contratuais. Os envolvidos (inclusive Dio - embora não o resto do ELF) acharam que seria interessante, do ponto de vista do marketing,deixar bem claro a todos que aquele era o novo projeto do lendário guitarrista do Deep Purple. Tendo a banda se firmado, passou a ser chamada apenas de Rainbow.

A primeira música criada em conjunto por Ronnie e Ritchie foi Sixteenth Century Greensleeves"", uma típica composição dos tempos de Elf, com solos alucinados de Blackmore se destacando aqui e ali.

Sixteenth Century Greensleeves - Rainbow (Live)




Ronnie James Dio sempre considerou este disco como o seu favorito da fase Rainbow.

Ritchie Blackmore faria uma nova versão de Self Portrait com o Blackmore's Night e sua esposa Candice (nos vocais), no álbum "Under a Violet Moon".
Self Portrait - Blackmore's Night


Logo após as gravações do primeiro álbum, quando a banda se preparava para uma série de shows, Blackmore toma a descisão de demitir todo o restante do grupo, com excessão de Dio.
Claro que a decisão não agrada em nada a Dio, mas a qualidade dos músicos que os substituiriam o fãs relevar a situação. Jimmy Bain e Cozy Powell elevariam ainda mais o nível da banda.

A ultima faixa do disco, "Still I'm Sad", é um cover dos The Yardbirds do álbim de 1965 "Having a Rave Up with The Yardbirds"

Still I'm Sad - The Yardbirds




A formação que gravou Ritchie Blackmore's Rainbow nunca chegou a tocar juntos ao vivo. Blackmore demitiu os ex-integrantes do ELF (com excessão de Dio) antes das apresentações marcadas. As fotos que se encontram no gate fold do disco, na verdade são de Blackmore na época do Deep Purple e dos outros no ELF.






Shoshana foi a responsável pelos backing vocals neste álbum. Hoje ela trabalha com música renassentista, mas também trabalhou com o The Ignitors, uma banda de blues de Rhode Island.