
Não estranhe a falta de um álbum no Som a Mesa esta semana meus amigos. O motivo é justo e comum a maioria dos colaboradores do blog. Estamos de Ressaca do tão aguardado Monsters of Rock 2015. Se a semana que antecedeu o evento serviu para nos aquecermos ouvindo os clássicos dos "monstros" que tocariam em São Paulo, esta é a semana na qual continuaremos ouvindo as músicas que foram tocadas tentando resgatar em nossas mentes algo dos momentos mágicos vividos no ultimo fim de semana.
Nas linhas que se seguem, assim como na discussão que se estenderá por toda a semana, debateremos as perfomances e acontecimentos do evento. Junte-se a nós e de sua opinião através dos comentários e da nossa página no Facebook.
Obs: Por motivos de gosto e bolso, estivemos presentes apenas no Domingo, então não espere uma análise do que envolveu o Sábado. Com certeza todos gostariamos de ter conferido Rival Sons e Ozzy Osbourne, mas já que o bolso não permitiu, optamos pelo cast de Domingo que nos agradava mais.
O evento
Brasileiro adora criticar. É verdade que não nos falta motivo nem razão para tal, mas é preciso elogiar também. A organização do Monsters está de parabéns. Ouvimos falar a respeito de problemas para entrar no Anhembi no sábado, com longas filas, além da sempre problemática ida ao banheiro. Porém, no Domingo não encontramos problemas para entrar e creio que o sistema de feito foi eficiente. De ruim apenas o portão estreito, mas visto que quando chegamos o fluxo não era tão grande, não encontramos problemas.
Ao entrar nos deparamos com uma estrutura que pelo menos para mim, é novidade. Food trucks, estandes promocionais (revista Guitar Player, filme Mad Max, dentre outros) e uma praça de alimentação. Um espaço amplo e bem organizado onde o público podia encontrar opções variadas de alimentação, diversão e compras. Ao meu ver o alto preço compensava pela oferta diferenciada (até paella tinha). O espaço também poderia servir de válvula de escape para aqueles cansados da pista em algum momento (esposas, namoradas e acompanhantes muitas vezes). E também haviam lojas diversas e várias barracas de merchandising oficial das bandas. A utilização de todo o espaço do sambodromo (normalmente apenas o estacionamento é usado para shows), possibilitou toda esta estrutura e ainda era possivel utilizar os banheiros desta área para evitar as longas filas e apertos dos banheiros ao lado da pista. De ruim (e muito ruim mesmo) somente o preço das cervejas, refrigerantes e outros itens mais simples. Tudo bem cobrar 30 reais em um hamburguer ou lanche de salmão diferenciado, isto é aceitável. Mas R$ 9,00 uma lata de cerveja (por mais que seja Budweiser), e 12 um simples hot dog (simples mesmo) é de doer. Para alguns (como eu), restou as bolachas (e não biscoito) que vieram de casa.
Na pista os bares e lanchonetes localizados nas laterais e no meio, além de vário pequenos postos que vendiam bebidas (e claro os ambulantes), davam conta de matar a sede e fome do público com itens mais imples e os banheiros, como sempre não davam conta do recado com longas filas e sujeira em demasia. O lado bom, como mencionado, é que aqueles que se dispunham a andar um pouco mais conseguiam banheiros melhores ao fundo do sambodramo.
Agora destaque e saudações ao palco do Monsters of rock. Finalmente aprenderam a montar um palco decente para um evento amplo. Palco grande, alto (FINALMENTE) e com som, no geral muito bom. Mais pontos para organização. Três telões também faziam parte da estrutura, e embora pudessem ser maiores, eram eficientes. E não poderia deixar de mencionar a não existência da palhaçada da pista vip. HAILS MONSTERS OF ROCK FESTIVAL.
Sabado
Como já mencionado, não estivemos presentes no sábado. O que soubemos através de comentários foi que o Rival Sons fez um show competente, digno de sua carreira em ascensão. O Motorhead, infelizmente não conseguiu fazer seu show devido a problemas de saúde de Lemmy (espero que seja possivel ve-lo uma vez mais), e a banda foi substituida por uma jam improvisada entre membros do Sepultura e Motorhead. O Judas Priest foi o destaque da noite, inclusive alongando seu set list para cobrir o espaço que seria do Motorhead. E Ozzy como sempre fez um bom show. O sabado também ficou marcada por infelizes vaias no show da banda Black Veil Brides (que antecedeu o Motorhead), que chegou a abandonar o palco por um momento.
Domingo
Steel Panther
Não acompanhamos o primeiro show do dia, pois devido ao horario preferimos almoçar decentemente a um preço razoavel na rodoviária do Tietê. Ok... não foi tão decente assim, mas pelo menos foi arroz, feijão e carne pra sustentar o longo dia que teriamos de pé pela frente. Chegamos ao anhembi o Steel Panther tocava sua última música. A imprensão que eu tenho do Massacration americana é a que são uma banda divertida e competente dentro da sua proposta. O termo "porn metal" cai bem, haja visto que o momento mais falado do show foi o top less de uma "suposta" fã, combinando com as letras esdruxulas. Divertido pra quem gosta da farofa glam dos anos 80. Eu preferi um bife.
Nota: sem critério para avaliar
Malmsteen
Chegamos a tempo de nos munir de uma gelada para o show do sueco pop star, que começou com tudo ao som de Rising Force. Quem pode acompanhar o show comprovou a habilidade nas 6 cordas do guitarrista, tido como um dos mais importantes nomes do instrumento na história. O repertório teve suas músicas mais conhecida,s com Malmsteen fazendo o de praxe: sua mistura de rock com música clássica com fortissima influência de Ritchie Blackmore e velocidade alucinante. Uma pena o som estar tão ruim. O baixo em alguns momentos era inaudivel e a bateria parecia saida do pro tools (bem amador). No decorrer do show melhorou mas passou longe de ficar bom. A guitarra, é claro, estava bem alta. Pra quem gosta do estilo foi um bom show, pra quem não gosta valeu pela oportunidade de ver o talento do sueco, mas depois de uma meia hora começou a ficar entediante (meu caso).
Nota: 7
Unisonic
A surpresa do dia. Ninguem duvidava da capacidade da banda liderada por Michael Kiske e Kai Hansen e a qualidade dos dois discos da banda também já é um fato consumado. O que ninguém esperava é que a banda ganhasse a plateia tão cedo no seu show. Antes da terceira música Michael Kiske já tinha o público na mão. Pudera, o tempo simplesmente não passou para a eterna voz dos Keepers I e II. A perfomance vocal de Kiske é impressioanante e deixou a todos de boca aberta logo cedo. Se antes do show todos só esperavam algo da época do Helloween esta ansiedade até mesmo foi esquecida por algum tempo.
Com um repertório calcado principalmente no segundo e mais recente disco do Unisonic a banda desfilou um metal de alta qualidade agradando a todo o público. Mas não teve jeito, o anhembi veio abaixo na dobradinha March of Time e I Want Out do Keeper of The Seven Keys II dos tempos de Helloween. Incrivel como Kiske canta exatamente como está no álbum passado 26 anos (época em que ele ainda tinha cabelo comprido, como mencionou). Seu esforço foi notório quando depois de um agudo impressionante olhou para Kai e fez cara de "caramba, to morto", arrancando gargalhadas do público que percebeu.
Um grande show, bem acima pelo menos da minha expectativa. O Unisonic que para mim já era uma boa banda, ganhou um fã.
Nota: 9
Accept
Eu já vinha bradando aos ventos que o Accept roubaria a cena e faria o melhor show do festival. O que posso dizer é que no domingo, de fato, eles fizeram o melhor show do cast list. Sensacional.
Ao fim do Unisonic, depois de se espremer para conseguir chegar ao banheiro, tratamos de garantir nosso lugar proximo ao palco. Tinhamos que ver aquele show de perto. E não nos decepcionamos.
A banda abriu quebrando tudo ao som de Stampead do novo disco e dai pra frente fez um showzaço mesclando clássicos com músicas novas. Tivemos London Leather Boys, Princess of the Dawn, Fast as a Shark, Metal Heart, Balls to the Wall e também Teutonic Terror, Pandemic, Stalingrad, dentre outras. O que pode ser ntoado é que a banda conseguiu algo muito dificil nos dias de hoje. Ter músicas recentes no mesmo nível (ou melhores) do que os clássicos e ter aceitação destas músicas no show de forma tão grandiosa quanto os clássicos costumam ter (se alguem esteve presente entenderá o que quero dizer, especialmente em Teutonic Terror e Pandemic do disco Blood to the Nations).
O som estava ótima e os riffs e solos judiaram de muitos pescoços ao longo do show.
Nota: 10
Manowar
Um dos shows mais aguardados do dia, foi também o mais polemico.
A minha expectativa para o show do Manowar era alta e controversa. Ou seria um grande show, ou um fiasco nos moldes da última passagem pela banda em São Paulo. Tudo dependeria da disposição da banda em realmente tocar e não ficar com discursos e enrolações com fãs no palco. Joe De Maio e sua tropa de guerreiros do metal, cumpriram sua promessa e emplacaram um clássico atrás do outro levando seus fãs ao delirio e animando o público em geral. A primeira mancada veio com In The Dawn of Battle, musica que na minha opinião é sem sal e teve uma recepção bem fria. O Som estava absurdamente alto e como prometeram o chão tremeu. Posteriormente foi divulgado que o som na apresentação do Manowar chegou aos 105 decibéis, o equivalente a uma turbina de avião e mais do que é permitido em muitos países para apresentações ao vivo. Ruim? De forma alguma. Há muito tempo eu não saia de um show com os ouvidos zumbindo e desta vez o negócio foi sério. Diversão garantida com todos os orgãos internos vibrando a cada nota do baixo de Joe De Maio. A enrolação tipica da banda deu as caras, mas desta vez ela foi até que divertida e bem vinda (e felizmente não muito longa). Primeiramente uma homenagem aos "Fallen Brothers" que incluia nomes como Scott Columbus (ex-baterista do Manowar) e Ronnie James Dio, que foi ovacionado com o coro de "ole ole ole Dio Dioo" puxado orgulhosamente por este que vós fala e anteriormente por Rafael Valadares. Pouco depois veio o tradicional discurso de Joe De Maio, desta vez em português, o que agradou a todos. O músico agaradeceu fãs e produção e fez seu true metal show. Pisou na bola apenas quando, (já em Inglês), perguntou a platéia quem estava lá pelo Manowar. Muitas mãos se ergueram (a parcela que entendeu o que foi dito e aquelas que só entendeu "manowar"). Logo seguida repetindo "Quem está aqui APENAS pelo Manowar?". Bom eu tive de abaixar as mãos e muitos que entenderam fizeram o mesmo.
Como prometido pela banda, não faltaram clássicos: Sign of the Hammer, Manowar, Kings of Metal, For the black wind fire and steel, Heavy metal daze, Hail and kill, Warriosr of the World United, Power e Battle Hymns. Set list para agradar a muitos. Apenas me desagradou os arranjos para Warriors of the World United e Hail and Kill que ficaram um tanto quanto arrastadas e perderam muito de sua melodia e a microfonia exagerada que ocorreu durante Batlle Hymns, que arrancou risos do vocalista Eric Adams dizendo" bem é uma perfomace ao vivo não é mesmo". Ao final o baixo Joe De Maio arranca as cordas de seu baixo e entrega para garotas na pista, desperdiçando um tempo que pdoeria ser bem gasto com outra música.
O show agradou, Eric Adams arrebentou, mas ficou um gostinho de que poderia ser melhor. Talvez o Manowar já tenha se acomodado com o caminho mais fácil. Mas como dito, cumpriram sua promessa. O chão tremeu, os clássicos estiveram presentes e os fãs saíram satisfeitos.
Nota: 8,5
Judas Priest
Cometi um erro ao duvidar do Metal God Rob Halford. Sua voz continua brilhante e o Judas, junto ao Accept, fizeram os melhores shows do dia. Com um set list que dava bastante enfase ao material novo, mesclado aos clássicos de sempre, o Judas fez um ótimo show do inicio ao fim e agradou o público mesmo com as músicas de Redeemer of Souls. Dragonaut, Redeemer of Souls, Halls of Valhalla, March of the Damned representaram as músicas novas e agradaram, mas o público foi ao delirio com Turbo Lover, Eletric Eye, Breaking The Law, Living after Midnight, Victim of Changes e Painkiller.
Um show tão bom quanto o que tive a oportunidade de conferir em 2011, com a unica diferença da quantidade de músicas (devido ao tempo restrito em um festival) e a maquiagem mais forte de Rob Halford.
Nota: 9,5
Kiss
Com o atraso de 40 minutos para o inicio da apresentação, apenas duas coisas passavam pela minha cabeça: a dor no meu joelho direito e a preocupação em conseguir um taxi para casa (domingo, de madrugada, longe, cansado... e muito mais gente do que taxi). Já tinha em mente que se quisesse garantir uma volta para casa tranquila eu teria de deixar o anhembi antes do fim do show e infelizmente foi isso que aconteceu.
Mas houve tempo para conferir Detroit Rock City, Creatures of the Night, Psycho Circus, I love it Loud, War Machine e Do you Love me. O que posso dizer é que a voz (??) de Paul Stanley está ainda mais desgastada do que em 2012 (quando também os vi ao vivo). Paul parecia ter dificuldades até mesmo para falar com o público e foi um tanto quanto deprimente perceber isso. Os outros músicos o ajudavam cantando partes que normalmente são do Starchild e assim seguia o espátaculo. Alias, de espetáculo o Kiss entende e muito. Embora a voz fraca de Paul prejudique, isso não afeta o show como seria de se esperar, afinal, está tudo lá: Gene cuspindo fogo e vomitando sangue, voos sobre a platéia, efeitos pirotecnicos de encher os olhos, e os clássicos eternos que 90% do público cantam juntos. Pela metade que vi, um bom show sem dúvidas.
Nota: Pelo que pude conferir... 8
Nos restou sair correndo do local a procura de um taxi e quando conseguimos (muitos dos presentes faziam o mesmo que nós), tivemos a infelicidade de pagar uma nota, como ja era esperado. Um grande domingo que seria bom demais poder repetir logo.
Mas houve tempo para conferir Detroit Rock City, Creatures of the Night, Psycho Circus, I love it Loud, War Machine e Do you Love me. O que posso dizer é que a voz (??) de Paul Stanley está ainda mais desgastada do que em 2012 (quando também os vi ao vivo). Paul parecia ter dificuldades até mesmo para falar com o público e foi um tanto quanto deprimente perceber isso. Os outros músicos o ajudavam cantando partes que normalmente são do Starchild e assim seguia o espátaculo. Alias, de espetáculo o Kiss entende e muito. Embora a voz fraca de Paul prejudique, isso não afeta o show como seria de se esperar, afinal, está tudo lá: Gene cuspindo fogo e vomitando sangue, voos sobre a platéia, efeitos pirotecnicos de encher os olhos, e os clássicos eternos que 90% do público cantam juntos. Pela metade que vi, um bom show sem dúvidas.
Nota: Pelo que pude conferir... 8
Nos restou sair correndo do local a procura de um taxi e quando conseguimos (muitos dos presentes faziam o mesmo que nós), tivemos a infelicidade de pagar uma nota, como ja era esperado. Um grande domingo que seria bom demais poder repetir logo.







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