quinta-feira, 30 de abril de 2015

Monsters of Rock - Por Rafael Valadares

Festival Monstersof Rock – 26/04/2015 – Segundo dia.

Sábado. 15:20 pego o meu voo rumo a Campinas, para fazer baldeação para a capital. A logística já estava pronta, e de lá, encontro com o meu amigo André Milani. A nossa intenção, infelizmente por questões financeiras – BEM PUXADAS POR SINAL, era conferir de perto as atrações de domingo, em detrimento do Rival Sons (Que ainda espero assistir e postar a minha opinião sobre o seu show) e o Motorhead, que logo saberíamos não realizou o seu show, em relação a saúde, já debilitada de Lemmy Kimilster. Tomamos uma rodada de chopp na companhia de outro grande amigo, Raphael Iadoccico, só que nem me preocupei em saber o nome do local e o nome da cerveja alemã (que custou R$25,00 e era bem gostosa por sinal – 500ml). Realizamos um podcast, envolvendo desde futebol (Reunião de três são paulinos cornetando a equipe e esperando um Tetra da libertadores) e boa música é claro.
Domingo, depois do porre, começa. E lá, estou no metrô da estação Faria Lima, para iniciar a looooooooooooooooooooooooooooooooonga ida ao Anhembi junto com o André. Raphael, foi o desfalque. Lamento informa-lo caro amigo, tu perdeu um FESTIVAL DO CARALHO!
A nossa chegada ao Anhembi, foi em torno das 14:20. Não tínhamos intenção alguma de assistir o Steel Panther. Mas na nossa chegada, eles ainda estavam finalizando sua apresentação. A nossa primeira impressão do festival foi de sua estrutura e organização. Extremamente elogiável. Desde a rapidez na entrada – mesmo com três bloqueios de revista, conferência e entrega de ingressos e de pulseirinhas para beber cerveja, SIM, tinha que ter a tal pulseirinha, mesmo se fosse bicho veio e barbudo!! A estrutura de restaurantes, merchandising, e até tatoos foi algo realmente, ao meu ver, perfeita!! Quem dera se todo o festival tivesse esse aporte. Mas também pelo preço cobrado, era o mínimo né?? Só faltava então conferir as atrações.
Começamos então com o guitarrista Sueco mais Americanizado e pop da história da música. Yngwie Malmsteen, veio a palco com aquela papagaiada toda. Jogando guitarra para cima, passando na bunda, entre outras coisas, mas algo incomodou, pelo menos a mim. Só eu e o André percebemos que o som do show dele estava MUUUUUUUUUITO RUIM? Só ouviamos a guitarra. Baixo, teclado, e bateria, eram em alguns momentos apenas ruídos. Mas mesmo assim, fora essa falha técnica da produção um show sem graça. Ao meu ver. Agradeci por ter terminado rápido.
O intervalo serviu para comprarmos as primeiras doses de cerveja. Que seriam poucas. Uma lata de Budweiser, R$9,00. É, tive que acompanhar um festival munido de poucos mls de cerveja em meu fígado.
Veio o show do UNISONIC. Caraca meu!!!! Michael Kiske, que mais lembrava o Rick do Trato Feito do HistoryChannel, veio com sua banda, acompanhado de Kai Hansen (outro exHelloween) e o guitarrista do Edguy Tobias Exel. Confesso que o meu erro, foi não ter acompanhado de perto o UNISONIC com seus dois primeiros álbuns. Porém, a minha certeza absoluta durante ao show, foi falar: PUTA QUE PARIU!!! QUE SHOW!!! Michael Kiske na segunda música, já tinha o público totalmente em suas mãos. Faixas comoExcepetional, Your time has come, Star Ride, For the Kingdom, e os petardos da época do Helloween  March of Time e I Want Out, foram ESPETACULARES!!! Ótimo show, ótima banda!!!
Intervalo. Momento único para… IR AO BANHEIRO do Anhembi. Batalha típica de guerreiros de Valhalla. Realmente, algo difícil de contar!!! Mas, era necessário, já que logo viria, para mim, a apresentação da banda que eu espero desde criancinha, quando eu já tinha meus 10 anos de catarro descendo pelo nariz. ACCEPT!!! Mesmo sem Udo Dirkschneider (vocal), sendo substituído pelo Mark Tornillo (que lembra mais um motorista de van – Próximo do visual do Bon Scott..rs ), foi uma longa e esperançosa espera para uma, no mínimo, boa apresentação. Mas o que meus olhos viram, foi um dos shows mais perfeitos que eu vi em toda a minha vida. POSSO APOSENTAR!!! Estou satisfeito em ver os alemães me fazendo feliz ( a primeira foi o 7x1...história que nem precisa contar né...rs ). O Accept abriu logo com Stamped, do BlindRage!! PETARDO, acompanhado de Stalingrad. Duas músicas dos dois álbuns recentes lançados com o novo vocalista – QUE ESTÁ SENDO MUITO BEM VISTO PELA CRITICA E PELOS SEUS FANS! Wolf Hoffman, hoje careca, na guitarra solo, e Peter Baltes, no baixo, os únicos remanescentes da primeira formação, mostram que mesmo veteranos mantem o mesmo vigor. Além de Mark nos vocais, devo falar muito bem dos dois novos integrantes da banda. Uwe Lulis na guitarra rithim e na bateria Dave Grow...rs..kkkkkk...Raaaaaaa..pegadinha do malandro...mas era Christopher Willians – IDÊNTICO ao Dave. Voltamos a apresentação. Logo na terceira faixa, veio London Leatherboys!!! A intro do baixo de Baltes, remetia a época do clássico anos 80!! E se iniciava a coreografia mais clássica do Accept, entre Baltes e Hoffman! Refrão em uníssino!! Naquele momento, eu já estava até com vontade de, terminada a apresentação deles, ir embora. Já estava com sorriso de um lado ao outro. E claro. Mais que rouco!! Vieram os clássicos Restless Wild, Princess of Dawn, Metal Heart, Balls to the Walls, além das recentes Final Journey e Teutonic Terror. Show lindo!! MARAVILHOSO!! PERFEITO.
Veio mais um intervalo. Logo, percebo queo som que já era bem alto, (mas extremamente confortável para um headbanger), receberia mais umas caixas de Marshal. Imaginei, que era mais alguma cena do teatro chamado Manowar. Joey demaio, baixista da banda, antes em uma entrevista, disse que “só quem vai a um show do Manowar, conhece o inferno”. Realmente, veio o inferno em meus ouvidos. EXTREMAMENTE ALTO, estávamos perto do palco, iniciaram sua apresentação com, MANOWAR!!TODOS com mãos cruzadas, imitando O MARTELO!!Realmente, tenho que admitir. Foi uma apresentação digna de aplausos, com direito a discurso de Joey, em português!!! Rs. Mesmo não sendo aquele fãaaaaaaaaan, foi uma ótima apresentação. Com hits como Kill with power, Warrrios of World United e Battle Hymns, o show contou com uma apresentação em uma homenagem emocionante de alguns músicos que faleceram, como Scott Collumbus, baterista do próprio Manowar, e Ronnie James Dio. Confesso que eles ganharam o eu respeito quando surgiu essa homenagem, e ainda puxei um coro de OlêOlêOlêOlê DIO DIOOOOOOOOOOO...FUI EU HEIN!!! MAAAAAAAAAAASSS...No fim, o Manowar começou a perder crédito. Em uma de suas peripécias, Mr. deMaio, aproveita para destruir seu baixo, e entregar para mulheres na plateia. Por mim, podia até entregar para o seu cachorro...sem problema. Mas fazer isso, com um SOM ALTO como estava, veio não uma melodia de seu baixo, mas um barulho, um ruído totalmente desnecessário para uma apresentação que foi muito elogiada.
Intervalo. Ufa...deu pra sair da muvuca, e me aliviar um pouco mais atrás da plateia. Pernas, joelho, pés...tudo pedindo arrego. Mas faltavam ainda duas apresentações. Uma aguardada também a um bom tempo. E outra, nem aí...Claro que não falo do Kiss. Falo do Judas Priest!! Ansioso em ver pela primeira vez, o METAL GOD e sua trupe!
E logo eles entram no palco. E lembrando que eles já tinham se apresentado no sábado, e estendido o seu set, por causa da ausência do Motorhead. Apresentando o seu novo disco, Redeeme rof Souls (muito bom por sinal!), acompanhados, claro, de clássicos, como Victim of changes (ESPETACULAR!!), Hell Bent for Leather, Breaking in the Law, Living after midnigth e o Hino Painkiller. Sim, eu já estava satisfeito!!! MUITO SATISFEITO!!!
Intervalo. E já eram quase 22:30. Pelo horário, já deveria subir o Kiss. Bem, deveria. Eu e o André, mais preocupados com os taxis, decidimos esperar um pouco. E veio um atraso de 40 min, para surgir a banda com toda a sua pirotecnia e papagaiada, com Detroit Rock City. Claro, o público foi ao delírio, era a banda mais esperada ali, por cerca de 80% do público. Mas, não vejo taaaaaaaaaaaanta graça. Show bom, tenho que confessar. Das 5 músicas que eles tocaram, deu pra perceber , que realmente, de Show, e espetáculo os caras manjam bem. Maaaaaaaaaaaaaaaaas, decidi ir embora para o aeroporto de Guarulhos, mais preocupado com o meu voo de volta para Vitória as 06:20 DA MANHÃ!

Finalizando, festival perfeito!!!Cast de qualidade, veteranos do metal, e da papagaiada (KISS)! Claro que a gente, como fã do gênero, sempre pensa em trocar uma banda por outra que não foi chamada, mas fica uma sugestão para os produtores. Façam um festival só de banda alemã!!! Imagina Running Wild, Grave Digger, Helloween, Accept, Unisonic e Kreator em um dia só!!! Mas isso é apenas uma sugestão…rs..quem sabe um dos produtores não esteja lendo esse post e seja fã do SOM A MESA!!!
Que venha mais e mais!!! Perfeito domingo de HEAVY METAL!!!

Um comentário:

  1. Belíssimo review e maravilhoso festival.

    No primeiro dia tinha uma fila monstruosa que me fez ouvir rival sons do lado de fora.

    Mas depois que entrei, daí pra frente foi o inicio de eternas memórias de um verdadeiro Rock and Roll inesquecível.

    Achei curioso ter tantas tendas direcionadas para o consumo recreativo da Marijuana.

    E não ter um palco adicional prejudica alguns grupos que não fazem questão de ficar plantados lá na frente do palco principal o dia todo pra ver a atração máxima da noite.

    Resumindo, nota 9,9. (perdeu 0,1 por cobrar 18 reais por uma mini pizza)

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