![]() |
| Arte que condiz com a temática fantástica adotada pela banda |
TrackList
Side A
Side A
01. Man On The Silver Mountain
02. Self Portrait
02. Self Portrait
03. Black Sheep Of The Family (Quatermass Cover)
04. Catch The Rainbow
Side B
05. Snake Charmer
06. The Temple of The King
07. If You Don't Like Rock n Roll
08. Sixteenth Century Greensleeves
09. Still I'm Sad (The Yardbirds Cover)
Membros
Ronnie James Dio - Vocais
Ritchie Blackmore - Guitarra
Micky Lee Soule - paino, melotron, orgão
Craig Gruber - Baixo
Gary Driscoll - Bateria
Shoshana - backing vocals
04. Catch The Rainbow
Side B
05. Snake Charmer
06. The Temple of The King
07. If You Don't Like Rock n Roll
08. Sixteenth Century Greensleeves
09. Still I'm Sad (The Yardbirds Cover)
Membros
Ronnie James Dio - Vocais
Ritchie Blackmore - Guitarra
Micky Lee Soule - paino, melotron, orgão
Craig Gruber - Baixo
Gary Driscoll - Bateria
Shoshana - backing vocals
Martin Birch - Produtor
Gravado no Musicland Studios, Munique, Alemanha de 20 de Fevereiro a 14 de Março de 1975
O que esperar de um projeto, que
logo , se tornaria uma grande banda, idealizada por um dos mais virtuosos,
talentosos e egocêntricos guitarristas da história do Rock n Roll?? Imaginem, a
primeira vista, um projeto, que o nome do álbum, já refletisse toda a sua
soberba??? Apresento-lhes o magnífico cala a boca, desse chato incompreensível,
chamado RicthieBlackmore, com o início do seu projeto, que logo se tornaria uma
grande banda, o RAINBOW!
Inglaterra, 1975.Ricthie estava
chateado. No DeepPurple, já estava em sua terceira formação, e vinha com dois
álbuns espetaculares pós Gillan – O Burn e Stormbringer. Mas, o seu ego, e
clara briga de interesses entre demais membros, o cansaram, e logo, ele saiu do
Purple, querendo fazer algo DELE, SÓ DELE!!! Porém, para isso, ele precisava de
uma banda, já que apenas como guitarrista, ele não ia muito adiante. Antes dele
cair fora do DeepPurple, ele via com bons olhos uma banda, com um nanico com
uma voz extrema inversamente proporcional ao seu tamanho, que abria os últimos
shows do DeepPurple. Essa banda se chamava ELF. Esse nanico, nada mais, nada
menos, se chamava Ronnie James Dio(RIP). O que Blackmore fez??? Chamou todo o
ELF, com clara exceção do guitarrista, e assim formou inicialmente RICTHIE
BLACKMORE’S RAINBOW. O primórdio dessa banda clássica! Além de Ricthienas
guitarra e Ronnie James Dio nos vocais, a banda ainda consistia de Mickey Lee
Soule (Teclados), Craig Gruber (Baixo) e Gary Driscoll (Bateria). Ainda não foi
a TAL FORMAÇÃO CLÁSSICA, mas grandes músicos acompanharam Blackmore e Dio na
melhor fase do Rainbow, como Jimmy Bain (baixo), Tony Carey (Teclado) e o
espetacular CozyPowel (Bateria RIP).
Mas estamos aqui para comentar
esse álbum, o RICHTIE BLACKMORE’S RAINBOW.
E vamos para isso!!!
O álbum já começa com um dos
maiores hinos do heavy metal!!! Quem gosta de metal, quem gosta de rock n roll
de verdade, sabe o que THE MAN ON THE SILVER MOUNTAIN representa aos nossos
ouvidos!!! De tantas as versões feitas, de estúdio como a do álbum e inúmeras
ao vivo, tanto pelo Rainbow (OnStage e Live inMunich) e da carreira solo de
Dio, são espetaculares!! Para começar um grande projeto, uma boa estrada estava
sendo trilhada com essa música. Vale a pena colocar no som do seu carro para
uma viagem na estrada!!
A segunda faixa é SELF
PORTRAIT. O início dela foi feita
justamente para o ouvinte continuar no ritmo do álbum. Uma singela entrada da
bateria de Driscoll, e o acompanhamento exemplar do baixo e da guitarra. Quando
Ronnie entra na música, já é domínio absoluto. Muita cadência. Muita qualidade
do quinteto. Para quem está iniciando a ouvir esse álbum, sabe queos ouvidos
estão apenas no aquecimento, na vontade de querer mais!! A terceira faixa é
BLACK SHEEP OF THE FAMILY (Seria uma auto culpa de Ricthie em relação ao
DeepPurple? Rs). Outra que começa em um ritmo cadenciado, e bem levado do rock
n roll. Nada agressivo aos ouvidos, pelo contrário, som muito gostoso, muito
cadenciado, muito instigante!! Nesse momento, para quem conhece o ELF (Que pode
ser o meu próximo post por sinal, rs), se colocasse um piano, ficaria a cara
dele!! E um adendo: É cover da Quatermass!
A atenção se volta totalmente a
partir dessa música. Para mim, ao lado de STARGAZER (do álbum Rising) e de
GATES OF BABYLON (do Long Live Rock n Roll), CACTH THE RAINBOW, É O CLÁSSICO!!
A sua levada melódica (cadenciada, como todo o álbum), bem trabalhada e na voz
suave e primorosa do nanico, é algo marcante, não só do álbum em si, mas sim de
toda a história da música. Até um pagodeiro acéfalo, curtiria ouvi-la. E não é
exagero algum. A melodia se encaixa totalmente no conteúdo de sua canção.
Recomendo, e muito sua versão ao vivo do álbum OnStage. É emocionante. É
marcante!!SNAKE CHARMER, é outra boa faixa! Blackmore capricha na introdução.
Típica música de viagem em carro conversível pela ROUTE 66!! Se não tem um
conversível, e está longe da ROUTE 66, faça como eu. CANTE EM ALTO E BOM TOM
DENTRO DO BOX DO BANHEIRO!! ESSA VALE A PENA!!! A sexta faixa é outro clássico
, que até na voz do quarto vocalista que passou pelo Rainbow, o Doug White,
(bom por sinal), ela ficou muito legal. Outra baladinha, mas com enredo, e
cadência. Vale mencionar que THE TEMPLE OF THE KING, leva até uma guitarra meio
chorosa no seu solo. Mas é perfeito!! Aí eu te pergunto IF YOU DONT’L LIKE ROCK
N ROLL???Dane-se!!! Rs A músicadiztudo!!WELLITS TOO LATE NOW!!(BEM, É MUITO
TARDE AGORA!!)Você já quase no fim do álbum e com certeza, já contagiado
principalmente por essa faixa, bem ao estilo Rockabilly! E do gênero Rock, os
caras tinham cacife muito grande para isso!!
Chegamos a SIXTEENTH CENTURY GREENSLEEVES. O que você pensaria de uma música, que a tradução dela é “AS MANGAS VERDES DO SÉCULO DEZESSEIS”??? Não pense, e não olhe pelo “rótulo”. OUÇA E PIRE COM MAIS UM CLÁSSICO!!! Recomendo também a sua versão ao vivo!! FIRE MUST BEGIN...! E por fim, temos a não menos importante STILL I’M SAD. Essa faixa é cover do Yardbirds. Mas o que mais chama atenção, é que para quem gosta de DeepPurple, obviamente, lembraria de YOU FOOL NO ONE do álbum BURN. Na versão de RICTHIE BLACKMORE’S RAINBOW, ela é apenas instrumental, mas nos álbuns ao vivo ON STAGE e LIVE IN MUNICH ela tem letra, e muito boa sinal. É para fechar o álbum com chave de ouro, mesmo sendo instrumental.
Chegamos a SIXTEENTH CENTURY GREENSLEEVES. O que você pensaria de uma música, que a tradução dela é “AS MANGAS VERDES DO SÉCULO DEZESSEIS”??? Não pense, e não olhe pelo “rótulo”. OUÇA E PIRE COM MAIS UM CLÁSSICO!!! Recomendo também a sua versão ao vivo!! FIRE MUST BEGIN...! E por fim, temos a não menos importante STILL I’M SAD. Essa faixa é cover do Yardbirds. Mas o que mais chama atenção, é que para quem gosta de DeepPurple, obviamente, lembraria de YOU FOOL NO ONE do álbum BURN. Na versão de RICTHIE BLACKMORE’S RAINBOW, ela é apenas instrumental, mas nos álbuns ao vivo ON STAGE e LIVE IN MUNICH ela tem letra, e muito boa sinal. É para fechar o álbum com chave de ouro, mesmo sendo instrumental.
Para um álbum que seria apenas um
“projeto” de um guitarrista chato, egocêntrico, virtuoso e cheio de
“guerigueri”, se tornou o marco, de uma grande banda. O Rainbow, pelo menos em
minha opinião, funcionou muito bem com a permanência de Ronnie James Dio a
frente dos vocais. Ronnie, era além de um espetacular vocalista, um músico
extremamente competente (No ELF ele além de cantar, era o baixista da banda). A
opção de Blackmore em convidálo para os vocais, logo surgiria um grande
problema mais a frente. Ronnie tinha em seu poder, além de músico, ele dominava
as composições. 90% das letras, da fase áurea do Rainbow
(RicthieBlackmore’sRainbow, Rising, e Long Live Rock n Roll), eram de sua
completa autoria. Quando não era, tinha a participação de Blackmore – sendo que
este, tinha a participação quase completa no DeepPurple. E logo, a briga de
egos, iria se inflar, e novamente, Blackmore, iria querer algo “apenas seu”.
Mas isso, é para um próximo
capítulo, um próximo post, regada, com uma ótima cerveja mais que gelada para
completar!
Espero ter agradado. Para quem
não gostou, eu apenas peço desculpas, e inflamo, um LONG LIVE ROCK N ROLL!!!
OU...IF YOU DONT LIKE ROCK N ROLL?? Drink andenjoy a beer!!
THANKS!
Nota: 4 cervejas

Opinião – Andre Milani
O debut do Rainbow era o numero dois (o numero um, logo descartei por ser óbvio demais) na minha lista de possíveis resenhas para o Som a Mesa. Mas desconfiava que o capixaba véio iria escolher algo com o baixinho no microfone e este era um forte candidato. De fato, como ele, penso que Ronnie James Dio deveria estar no Som a Mesa desde seu inicio e assim está sendo.
Penso que foi no Rainbow que Dio viveu seus melhores momentos como músico e vocalista. Claro que isto é minha opinião pessoal, mas nem mesmo nos dias de Sabbath Ronnie James Dio foi tão brilhante. Blackmore é um dos meus dois guitarristas favoritos e Dio é um dos meus dois vocalistas favoritos. Uma junção dos dois já explicaria minha preferência pelo Rainbow, mas não é somente por isso. No Rainbow é onde Ronnie mais utilizou sua forma de cantar convencional, usando todo sua extensão vocal, poder de interpretação e tessitura natural. Por mais que o Drive seja sua marca registrada, e que o execute com perfeição única... e que eu goste muito de quando o utiliza... Dio soa melhor ainda quando não utiliza esta técnica. A carga emocional que Dio imprime nas músicas desta época é de cair o queixo. Blackmore não poderia ter conseguido uma parceria melhor. Se quer entender o que estou dizendo ouça Self Portrait, Catch The Rainbow e Sixteenth Century Greensleeves do dito debut, ou mesmo (e principalmente) Stargazer do disco seguinte “Rising”.
Mas alguns parágrafos já se passaram, então vamos falar do Ritchie Blackmore`s Rainbow. Você percebe que um álbum é realmente bom quando, depois de ouvi-lo algumas vezes... e repetir suas 3 ou 4 musicas favoritas várias vezes... começa a ouvir as músicas restantes do álbum e percebe que estas são tão boas como as “preferidas”de outrora. Isso aconteceu comigo neste disco. De inicio, Man On The Silver Mountain, Catch the Rainbow e Sixteenth Century Greensleeves saltam aos ouvidos. Com o tempo se percebe que todas outras músicas estão no mesmo nivel (senão acima) das primeiras. Gosto especialmente de Self Portrait, pela forma como a voz de Dio soa natural e calorosa sobre os riffs contagiantes de Blackmore. If You Don`t Like Rock n Roll é um rockabilly que poderia ter saído de um álbum do ELF ou mesmo do “Dio and the Dominos” (projeto anterior de Ronnie), não fosse pela presença considerável da guitarra de Blackmore. Snake Charmer chama atenção pelo seu vigor, isso sem falar na versão para Black Sheep Of The Family que em minha opinião supera em muito a original. Temple of The Kings dispensa comentários... bela música. Até mesmo a instrumental Still I`m Sad é um deleite para os ouvidos graças aos seus solos de guitarra.
O disco definitivamente não tem uma faixa mais ou menos. São todas ótimas. Se há algo que poderia soar melhor? Bem, a cozinha de Rising soa muito melhor. Se tivéssemos Cozy Powell e Jimmy Bain aqui, o resultado final poderia ser ainda mais grandioso.
Há de se destacar também a presença do lendário Martin Birch na produção. O cara produziu os maiores clássicos do Deep Purple, Rainbow e ainda faria história nos anos 80 com o Iron Maiden.
Nota: 5 cervejas

Músicas favoritas: Self Portrait, Sixteenth Century Greensleeves e Man On The Silver Mountain (só pra não cair no cliche e não dizer “todas”)
Curiosidades
A temática fantástica adotada por Blackmore e Dio nas composições deste álbum viriam a se tornar uma constante dentro do estilo hard e principalmente Heavy Metal. Tal temática foi marca registrada da carreira de Dio , sendo abraçada na grande maioria dos discos do vocalista.
A arte da capa, feita pelo artista americano David Willardson, retrata bem este conceito. Willardson é especialmente conhecido por seu trabalho com a Disney, dando um novo Look a vários posters de personagens do estúdio.
Foi neste álbum que Ronnie passou a assinar seu nome como Ronnie James Dio a pedido de Blackmore. O guitarrista achava que Ronnie Dio não soava legal e perguntou por que o vocalista não adotava também o “James” de seu segundo nome. A sugestão foi aceita e não mudou mais.
A música "Black Sheep of The Family" é um cover da banda Quatermass que a gravou originalmente em 1970. Blackmore já havia trabalhado em uma versão desta música para lançar com o Deep Purple, mas a idéia acabou não se concretizando e saiu apenas no debut do Rainbow.
Quatermass - Black Sheep of The Family
Embora o Rainbow desde o começo tenha sido um projeto solo de Ritchie Blackmore, a adoção do nome "Ritchie Blackmore's Rainbow" para o debut aconteceu por motivos contratuais. Os envolvidos (inclusive Dio - embora não o resto do ELF) acharam que seria interessante, do ponto de vista do marketing,deixar bem claro a todos que aquele era o novo projeto do lendário guitarrista do Deep Purple. Tendo a banda se firmado, passou a ser chamada apenas de Rainbow.
A primeira música criada em conjunto por Ronnie e Ritchie foi Sixteenth Century Greensleeves"", uma típica composição dos tempos de Elf, com solos alucinados de Blackmore se destacando aqui e ali.
Sixteenth Century Greensleeves - Rainbow (Live)
Ronnie James Dio sempre considerou este disco como o seu favorito da fase Rainbow.
Ritchie Blackmore faria uma nova versão de Self Portrait com o Blackmore's Night e sua esposa Candice (nos vocais), no álbum "Under a Violet Moon".
Self Portrait - Blackmore's Night
Logo após as gravações do primeiro álbum, quando a banda se preparava para uma série de shows, Blackmore toma a descisão de demitir todo o restante do grupo, com excessão de Dio.
Claro que a decisão não agrada em nada a Dio, mas a qualidade dos músicos que os substituiriam o fãs relevar a situação. Jimmy Bain e Cozy Powell elevariam ainda mais o nível da banda.
A ultima faixa do disco, "Still I'm Sad", é um cover dos The Yardbirds do álbim de 1965 "Having a Rave Up with The Yardbirds"
Still I'm Sad - The Yardbirds
A formação que gravou Ritchie Blackmore's Rainbow nunca chegou a tocar juntos ao vivo. Blackmore demitiu os ex-integrantes do ELF (com excessão de Dio) antes das apresentações marcadas. As fotos que se encontram no gate fold do disco, na verdade são de Blackmore na época do Deep Purple e dos outros no ELF.
Shoshana foi a responsável pelos backing vocals neste álbum. Hoje ela trabalha com música renassentista, mas também trabalhou com o The Ignitors, uma banda de blues de Rhode Island.



.jpg)


.jpg)

Vocals [Guest] – Shoshana Feinstein
ResponderExcluirAqui está o que Shoshana está fazendo hoje em dia. http://www.facebook.com/pages/RENAISSANCE-MUSIC-CENTER/244066317064?v=info
Não esqueção de ler a "Biografia" rsrs
_ "Shoshana appears as background vocalist on Ritchie Blackmore's Rainbow release on Polygram Records- recently remastered and re-released in 1999) She has also performed with "The Ignitors"; a Rhode Island based blues band. Shoshana has also been featured on the Band Page of the Providence Phoenix."
só complementando rsrs
ResponderExcluir__ Black Sheep Of The Family
Written-By – Steve Hammond
Groups: Chris Barber's Jazz Band; Fat Mattress; The Hill
__ Still I'm Sad
Written-By – Jim McCarty, Paul Samwell-Smith
Groups: Box Of Frogs; The Yardbirds